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Auferia

Auferia · 2026-09-09

Tudo o que chega até você viaja de caminhão. Vai ficar mais barato.

O frete brasileiro custa quase o dobro do americano, e boa parte da diferença é decisão tomada sem ver. Construímos câmeras na estrada e agentes de IA para decidir sobre o que foi visto. Frete mais barato, mais confiável e com menos roubo.

O preço de tudo tem frete dentro

O arroz, o remédio, o cimento, a roupa, o celular. Tudo o que você compra andou de caminhão, e mais de uma vez. O Brasil gasta 15,5% de tudo o que produz para mover coisas de um lugar para outro. Os Estados Unidos gastam 8,8%. A diferença passa de R$ 900 bilhões por ano, e ela está escondida dentro do preço de cada coisa que chega à sua casa.

Uma parte disso é estrada ruim, ferrovia que não existe e porto longe. Isso vai levar décadas.

A outra parte é decisão. E decisão a gente consegue mudar agora.

O que custa caro é decidir sem ver

Quase quatro em cada dez caminhões rodam vazios no Brasil. Não porque falta carga, mas porque a mesa que contrata não sabia quem estava na região naquela hora. Fretes são pagos a caminhões que não rodaram o trecho. Transportadoras são contratadas pelo cadastro que elas mesmas preencheram. E quase todo roubo de carga começa antes da estrada, com uma identidade de motorista roubada ou falsa que passou pela porta porque ninguém tinha como conferir.

A logística brasileira funciona sobre a palavra. Quem contrata frete acredita no que o transportador declara, no que o rastreador transmite e no que a fatura afirma. Cada uma dessas palavras pode estar errada, e o erro custa dinheiro todo mês.

Nós acreditamos na estrada

Um caminhão que passa por uma câmera às terças, carregado, no mesmo corredor, existe de um jeito que um cadastro não consegue fingir. A estrada não tem interesse em mentir. Ela só registra quem passou, quando, com que carreta e em que estado.

Por isso construímos duas coisas que só funcionam juntas.

Câmeras nossas na estrada. Nos pontos onde hoje não há câmera, somadas a tudo o que já observa a rodovia. Elas montam o registro do que de fato aconteceu: cada placa, cada passagem, cada corredor. É esse registro que queremos que vire a referência de quem contrata, acompanha e paga frete no país.

Agentes de IA que decidem sobre o que foi visto. Eles auditam a fatura linha por linha, encontram o transportador certo para cada carga, negociam, acompanham a viagem e avisam quando o que foi declarado não bate com o que a estrada viu. Trabalham o dia inteiro, em cima de cada frete, sem amostragem. A sua mesa aprova.

Como fica quando dá certo

Mais barato. O caminhão que voltaria vazio leva a carga de quem estava a 40 quilômetros. A fatura errada é devolvida antes de ser paga. O frete que passa por nós custa menos que o frete igual ao lado.

Mais confiável. O transportador contratado é o que a estrada viu rodar aquele corredor dezenas de vezes, com o mesmo equipamento, no prazo. A entrega chega porque quem levou já tinha entregado antes.

Menos roubo. O golpe do cadastro falso não passa, porque um cadastro falso não deixa rastro na rodovia. A carreta que sumiu do rastreador continua aparecendo nas câmeras. A seguradora precifica a frota que existe, e não a que foi declarada.

Onde queremos chegar

Em 2036, um terço do frete rodoviário do Brasil vai passar por um agente Auferia, e esse frete vai custar 15% menos do que o resto. São dois números que dependem só de nós. Se acertarmos, devolvemos cerca de R$ 30 bilhões por ano à economia, e o país paga um pouco menos para comer, para se vestir e para construir.

Começamos por São Paulo, por quem contrata frete e terceiriza muito, e crescemos corredor por corredor. Depois vêm as outras operações físicas, pelo mesmo caminho: onde hoje alguém decide sem ver, colocamos olhos na estrada e um agente que decide com eles.

A estrada já sabe. Nós vamos ouvir.

Fontes

  • ILOS, Custos Logísticos no Brasil 2025 (15,5% do PIB); CSCMP, State of Logistics 2025 (8,8% nos EUA)
  • Frete.com, 2024 (95% dos roubos de carga começam com identidade de motorista roubada ou falsa)
  • NTC&Logística, 2025 (8.750 roubos de carga, prejuízo direto de cerca de R$ 900 milhões)
  • MundoLogística, 2026 (cerca de 38% dos caminhões rodam vazios no Brasil)
  • Sindipeças, Relatório da Frota Circulante 2026 (idade média do caminhão do autônomo: 22 anos)

Perguntas frequentes

O que a Auferia constrói?

Duas coisas que só funcionam juntas. Câmeras próprias em pontos da rodovia onde hoje não há câmera, somadas ao que já observa a estrada, e agentes de IA que usam esse registro para auditar a fatura, escolher o transportador, negociar a carga e acompanhar a viagem. A mesa do cliente continua decidindo; ela passa a decidir sobre o que foi visto.

Por que o frete brasileiro é tão caro?

O Brasil gasta 15,5% do PIB para mover coisas; os Estados Unidos, 8,8%. Uma parte da diferença é infraestrutura e vai levar décadas. Outra parte é decisão ruim, como o caminhão que volta vazio, o frete pago a quem não rodou o trecho e o transportador contratado pelo cadastro que ele mesmo preencheu. Essa parte se resolve com informação melhor, e é a parte que atacamos.

Como isso reduz roubo de carga?

Quase todo roubo de carga começa antes da estrada, com uma identidade de motorista roubada ou falsa. Um transportador que existe de verdade deixa rastro na rodovia, semanas e meses de passagens no mesmo corredor. Um cadastro inventado não deixa. Quando a mesa contrata pelo que a estrada viu, o golpe não passa pela porta.

A Auferia substitui a equipe de logística do cliente?

Não. Substitui o que hoje é comprado de fora e feito por amostragem, e o que ninguém faz por falta de braço. Quem decide continua sendo a mesa do cliente, com informação que antes não existia.